Doxie + Hazel = Evernote Scanner

A maior parte do meu trabalho de digitalização de documentos acontece diretamente via aplicativo Evernote para smartphone. Mas tenho e gosto muito do escaner de mesa que ganhei da empresa Doxie. Utilizo nele um cartão Eye-Fi que permite o envio automático de conteúdo para meu Mac via rede sem fio. No computador há um aplicativo que acompanha o equipamento e serve para tratar os documentos e encaminhar para o Evernote, e-mail, Dropbox etc.

Além das diversas formas de envio, o aplicativo permite juntar uma série de imagens (páginas) e via botão “Staple” grampear virtualmente os documentos em um único PDF. Além disso há várias opções de formato e OCR.

Porém ser bom não é tudo! Depois de ajustar o documento da forma desejada é preciso escolher seu destino. É claro que tudo pode ficar dentro do próprio App Doxie, mas no meu caso todos os rios de conteúdo desaguam no Evernote.

Por essa razão sempre que digitalizo algo no Doxie acabo tendo que trabalhar em duas etapas. A primeira totalmente automática. Coloco o papel, o escaner faz seu trabalho e a imagem chega no meu Mac. Deste ponto em diante começa o processo manual. Abro o aplicativo Doxie, trato o conteúdo e envio para o Evernote. E pelo fato de ser manual eu corriqueiramente esqueço um monte de coisas dentro do Doxie. Pior! São coisas que minha mente pensa estarem dentro do Evernote.


Expressei essa minha chateação na Comunidade Diário de um elefante no Google Plus e o Erick Sasse me deu uma excelente ideia. Usar o Hazel — aplicativo preferido do Alexandre Costa — para automatizar o processo.


Instalei o Hazel e criei uma regra que captura as novas imagem que chegam (via Wi-Fi) na pasta do carão Eye-Fi no Mac, cria uma Nota no meu Evernote contendo esta imagem e finalmente manda a imagem original para a lixeira. A regra completa segue ilustrada nas imagens duas abaixo. Atenção: perceba na segunda imagem que é preciso criar um script.

Uma vez criada a regra, a mágica acontece por inteiro. Tudo que entra no escaner aparece no meu Caderno @inbox no Evernote. E realizar uma triagem ali é muito mais conveniente pois estou sempre trabalhando no Evernote. E mesmo se nada for feito, todas aquelas imagens aparecerão nas minhas buscas.

Pensei em apagar o aplicativo do Doxie mas não acho que seja uma boa ideia. Eventualmente posso precisar digitalizar contratos ou outros conteúdos com múltiplas páginas e “grampear” e transformar em PDF antes de enviar manualmente para o Evernote. Neste caso basta parar os processos do Hazel enquanto digitalizo este grupo especial de documentos.

(…)

OBS.: Para aqueles com mais conhecimentos técnicos, recomendo a alternativa do colega Augusto Campos descrita no artigo “Evernote importando automaticamente os arquivos de uma pasta no Mac: como fazer”.

Google Apps for Business e iOS

Conhece o Google Apps for Business? Para os que não sabem o que é, trata-se de uma solução corporativa com base nos serviços Google que todos conhecemos: Gmail, Drive, Calendar etc. É possível usar o domínio da sua empresa e ao mesmo tempo tirar proveito de toda infra-estrutura online do Google.

Google Apps for Business.png

Na Campos & Torres Consultoria utilizamos esse serviço. Porém, optei por integrar meu endereço corporativo à minha conta pessoal do Gmail com o objetivo de lidar com apenas um espaço para troca de mensagens.

Mas como fazer isso no sistema fechado do iOS?

Vamos começar pela configuração nas contas Gmail. Na conta da empresa ativei a opção de encaminhamento incondicional para minha conta pessoal. Dessa forma, qualquer coisa que chegar ao endereço da empresa aparecerá no pessoal. Como não preciso e não pretendo ficar entrando no Gmail corporativo, optei também pela opção "excluir cópia de E-mail". Veja na imagem abaixo como ficou.

Encaminhamento.png

A próxima etapa é configurar o e-mail pessoal para emular o corporativo nos envios das mensagens. Assim, quando recebo algo corporativo posso responder com o endereço da empresa mesmo a partir do Gmail pessoal. A configuração dessa vez é feita na conta pessoal. Entre e escolha a opção "Contas" e "Adicionar outro endereço de e-mail que você possui".

Email secundario 01.jpg

O passo a passo nos dois casos é bastante simples, mas nas duas situações — encaminhamento e conta adicional — você precisará confirmar a ação com um código enviado a outra conta. É bem tranquilo. Siga as instruções e tudo dará certo.

Email secundario 02.png

Uma última dica. Ao adicionar contas, marque a opção de sempre responder com o endereço igual ao da conta na qual você recebeu a mensagem. Dessa forma não precisará se preocupar em alterar o endereço ao responder alguém. Ele sempre sairá com seu endereço (de remetente) correto: pessoal ou corporativo.

No iOS

No iPhone e iPad instalei o aplicativo Gmail e nele tudo funciona como na versão web do serviço Google. O único problema é lidar com o iOS, que não permite que outros serviços do sistema tenham acesso ao aplicativo de mensagens do Google. Por exemplo, se estou navegando no Safari e pressiono um endereço de e-mail em algum site, o iOS automaticamente abrirá o serviço de e-mail padrão e não o aplicativo do Google.

O que eu fiz foi configurar também meu e-mail do Gmail no iOS. E para evitar perturbações duplas, desliguei os alertas e o push do e-mail configurado no iOS.

Ou seja, a chegada dos alertas e toda minha interação direta acontecem no App Gmail para iOS, mas quando envio alguma mensagem a partir de outra aplicativo, ele abrirá o App da Apple também configurado com minha conta Gmail.

Não é a solução perfeita, mas contorna bem as limitações impostas pela Apple. No Android isso não acontece, pois o usuário opta pelo serviço que deve ser utilizado pelo sistema inteiro.

É hora das revistas científicas brasileiras aderirem ao ePub

Existem muitos formatos para a publicação de livros e revistas eletrônicas. Um dos formatos mais famosos é o PDF (Portable Document Format) criado pela Adobe Systems em 1993. Porém com o crescimento do número de usuários de smartphones e tablets o uso do formato ePub (abreviação de eletronic publication ou publicação eletrônica) se consagrou.

Para a visualização dos documentos em PDF basta a instalação de um leitor gratuito. Uma das grandes vantagens deste formato é a possibilidade de criação de arquivos sem nenhum conhecimento de linguagens de computação. A principal desvantagem dos documentos em PDF é a dificuldade de visualização dos mesmos em leitores e smartphones com telas pequenas.

Como a maioria dos dispositivos não possui uma tela com o tamanho da largura da página do arquivo em PDF, os usuários são forçados a rolar a página para esquerda ou para direita comprometendo a navegabilidade e a velocidade de leitura. Um segundo problema com o formato PDF é que nem todos os formatos de imagem incorporam-se adequadamente ao documento. Isto ocorre porque, em geral, os documentos são criados em algum editor de texto, como o Microsoft Word e posteriormente convertidos ao formato PDF. Nesta conversão nem todas as imagens ou recursos interativos (como links) conseguem ser incorporados adequadamente.

A publicação eletrônica (ePub) é escrita nas linguagens XML ou XHTML funcionando bem com a maioria dos tipos de dispositivos. A grande vantagem deste formato é que o mesmo se adapta a diferentes tipos de telas e leitores disponíveis em computadores, tablets (como Nook, Kobo eReader, iPad) e smartphones.  

Outras vantagens importantes são o fato do formato permitir a mudança do tamanho e tipo de fonte, cor e fundo de fonte e tela. Por último, os elementos das imagens são desvinculados do texto, permitindo a ampliação das mesmas sem perda da qualidade.

No mundo acadêmico várias revistas científicas e editoras começaram a se mobilizar e a disponibilizar os artigos neste formato, como a Hindawi, BioMed Central e Science and Education Publishing.

Editores de revistas brasileiros devem considerar seriamente este novo formato. Os custos de conversão são baixos e a qualidade e a experiência do usuário são melhoradas.

Faça um curso gratuito em uma das melhores universidades do mundo

Há mais de um ano me divirto fazendo cursos gratuitos do coursera. Os mesmos tem me possibilitado um aprofundamento em áreas como estatística e e-learning. Nem preciso explicar à você, profissional do futuro, a importância da atualização constante. O que o coursera oferece, assim como outras plataformas de ensino aberto a distância é a possibilidade de educação permanente, de ótima qualidade, mesmo na escassez de recursos financeiros ou humanos no seu atual local de moradia ou trabalho.

Obviamente, fazer um curso a distância, em outra língua (geralmente inglês) exige do profissional moderno um alto grau de autodidatismo e habilidades avançadas de estudo.

Cursos na minha lista em 2014

Cursos na minha lista em 2014

Dentre os pontos positivos dos cursos destaca-se o uso de estratégias variadas de ensino, como vídeos, gráficos, organizadores avançados do conhecimento, fóruns, exercícios dentre outras.

Uma das críticas a estes cursos é que como o número de estudantes matriculados neste cursos é enorme, o feedback apropriado nem sempre é possível ou viável. Para minimizar a falta de interatividade, várias instituições tem desenvolvido métodos para avaliação por pares, com base em roteiros disponibilizados pelos docentes.

Obviamente estes cursos não resolverão todos os problemas da educação superior e da educação continuada, e nem o pretendem. Mesmo assim observa-se que cursos bem estruturados de acordo com práticas efetivas poderão gerar um resultado positivo no rendimento de estudantes e profissionais.

Conheça mais: atualmente mais de uma dezena de empresas possuem plataformas para o desenvolvimento de MOOCs sendo as mais conhecidas o Coursera, o edX, o Udacity e a Khan Academy.

Criando livros multimídia para estudantes universitários

Passei os últimos meses criando os livros eletrônicos para a disciplina Nutrição Humana em Saúde, ofertada no Campus Ceilândia da Universidade de Brasília. A ideia, desde o início, foi a de oferecer aos estudantes um material multimídia interativo, com a incorporação de slides de aulas, textos, artigos, vídeos, podcasts e figuras. 

Após um grande período de estudo sobre as características dos estudantes e suas necessidades foram definidos os objetivos educacionais e escolhidas as mídias para entrega de conteúdo, exercícios e materiais avaliativos.

O livro eletrônico foi criado em dois formatos: iBooks e moodle. O material é o mesmo porém a experiência é diferente dependendo do dispositivo por meio do qual o livro será acessado.

Foi utilizado o iBooks author para a criação do livro para iBooks. Este livro pode ser acessado por meio do iPad ou de computadores Apple. Uma das lições mais importantes deste período foi a importância do planejamento. Tudo deve estar muito bem definido uma vez que o ibooks author não permite o rearranjo do local de vídeos, figuras e exercícios. Não é possível simplesmente copiar e colar mídias de um local para outro. Como uma disciplina é viva e modifica-se de semestre a semestre, a reestruturação do livro pode levar semanas. Foi o que aconteceu entre 2013 e 2014. Muitas seções do livro precisarão ser totalmente recriadas.

Mesmo sem percalços como este não pense que a criação de um livro como este é um processo rápido. Cada vídeo de 4 minutos pode levar até um dia todo para criação de conteúdo, produção de materiais, gravação e edição. Quanto maior a complexidade do material maior o tempo para a produção. Para a criação dos vídeos utilizei os aplicativos iMovie e o ScreenFlow. 

A produção dos podcasts (programas de áudio) é mais rápido, porém aprendemos de outros semestres que os estudantes preferem as videoaulas aos programas de áudio. Mesmo assim, eles se adequam bem a alguns propósitos, como a explicação de gráficos ou tabelas. Basta que sejam curtos. Para a gravação dos áudios utilizei o software Garage Band.

Várias pessoas navegaram por este material, sugerindo melhorias de todos os tipos. Uma coisa é certa: o livro fico lindo! 

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A alternativa para que os estudantes que não possuem um tablet do tipo iPad pudessem acessar todos os conteúdos foi a criação de um livro multimídia dentro do ambiente virtual de aprendizagem da instituição, a versão 2.4 do moodle.

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Foi mantida a mesma estrutura utilizada no iPad. O livro eletrônico do moodle também possui um sumário para que o estudante consiga navegar de forma fácil por todo o material. Além disso foi possível manter vídeos, imagens, podcasts e links originais.

O próximo trabalho será avaliar as reações dos estudantes ao material, assim como o efeito do material na aprendizagem deste grupo.

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